A entrega das torres é o momento em que o condomínio assume a responsabilidade pelo que vem depois. O que a gestão reprova na vistoria vira obrigação da construtora; o que passa batido vira despesa do condomínio.
Não é uma questão de desconfiança — é de registro. A construtora entrega no prazo dela; o condomínio precisa provar, com laudo, o que ficou fora do combinado antes de assinar o recebimento.
A vistoria começa pela estrutura
Fissuras e trincas, aderência de revestimento e alinhamento de fachada formam o primeiro bloco. São os itens mais caros de corrigir depois da entrega e os mais simples de documentar ainda em obra.
O que a gestão reprova na vistoria vira obrigação da construtora. O que passa batido vira despesa do condomínio.
Cada ponto reprovado vira registro
Um laudo de entrega não é uma lista de reclamações — é um documento técnico. Cada ponto precisa de quatro coisas:
Foto com referência de escala
Localização exata: torre, pavimento, unidade
Descrição técnica do defeito
Data e responsável pela constatação
É esse arquivo que sustenta o acionamento de garantia meses depois, quando o defeito reaparece e ninguém lembra de onde veio.
Garantias: o que anula e o que preserva
Garantia de construtora tem prazo e condição. Intervenções fora das especificações — manutenção sem método, reforma sem registro, peça trocada fora do padrão — podem anular o direito à correção.
Manter o plano de manutenção normatizado e o registro de cada intervenção é o que conserva as garantias vivas. Engenharia de entrega e engenharia de manutenção são o mesmo trabalho, em fases diferentes.
Como a GEAC conduz
A vistoria segue a ABNT NBR 16747: registro fotográfico completo, classificação de urgência item a item e plano de prioridades para a negociação com a construtora. O resultado não é só a lista do que reprovar — é a ordem do que negociar primeiro.
Se o seu condomínio está perto da entrega, o momento de preparar a vistoria é agora — antes de a construtora marcar a data.
